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quarta-feira, 17 de julho de 2013

e porque estes senhores são espectaculares...

... deixo-vos esta música do Samuel Úria e do Tiago Bettencourt.
Disse Tiago Bettencourt no facebook:
"Aqui vai! 'Romagem à Lapa' antes cantado pelo grande Luis Goes. Versão do fado de coimbra que eu e o Samuel cantámos hà uma semana no Conservatório de Música Coimbra e achámos por bem registar neste video caseiro (e sem repelente)."

Se um dia a vida parasse e agente voltasse 
Ao tempo que havia 
E se o Mondego passasse e a todos levasse 
A um velho dia 
Talvez a lapa cantasse e em pedra gravasse 
A nossa alegria 
Talvez a Lapa sorrisse e à pedra se ouvisse 
« Olá poesia » 

Se agora o rio pudesse juntar quem padece 
de tal nostalgia 
E tanta gente viesse,sem sonhos nem prece 
E sem rebeldia 
Talvez a Lapa chorasse em pedra gravasse 
A nossa agonia 
Talvez a Lapa sofresse e à pedra dissesse 
" Adeus poesia " 


... AQUI.


sexta-feira, 14 de junho de 2013

Só mais uma volta.

Só mais uma volta
Só mais uma volta a mim
Só mais uma volta desta ninguém vai cair
Só mais uma vez que vês que ninguém está aqui
Queres só mais uma volta desta ninguém vai cair
Tempo frio afasta o tempo que nos afastou
Primavera lança o laço que nos amarrou
Tempo quente dá vontade de não resistir
Vai só mais uma volta desta ninguém vai cair
E ainda te sinto a seguir o rasto que deixo a correr
Ainda penso em ti... pensa em mim, mas só mais uma vez.
Diz-me ao que queres jogar que eu vou querer também
Diz-me quanto queres de mim para te sentires bem
Não te vejo bem ao longe não sei distinguir
Queres só mais uma volta e desta ninguém vai cair
Ainda te sinto a seguir o rasto que deixo a correr
Ainda penso em ti... pensa em mim, mas só mais uma vez.
Diz-me quanto tens de honesto quanto tens de bom
Diz-me quantas provas queres diz-me quanto sou
Já não sinto nada dentro não sei perceber...
Vai só mais uma volta, desta ninguém vai dizer.
Ainda te sinto a seguir o rasto que deixo a correr
Ainda penso em ti... pensa em mim, mas só mais uma vez.


P.S. o blogue atingiu mais de 5000 visualizações, obrigada! sei que tenho andado mais ausente nos comentários nos vossos cantinhos mas agora o ritmo abrandará um pouco mais.
Tenham um óptimo fim-de-semana e sejam felizes!


terça-feira, 28 de maio de 2013

Passou por mim e sorriu.

Ele passou por mim e sorriu,
e a chuva parou de cair,
o meu bairro feio tornou-se perfeito,
e o monte de entulho, um jardim.
O charco inquinado voltou a ser lago,
e o peixe ao contrário virou.
Do esgoto empestado saiu perfumado
um rio de nenúfares em flor.
Sou a mariposa bela e airosa,
que pinta o mundo de cor de rosa,
eu sou um delírio do amor.
Sei que a chuva é grossa, que entope a fossa,
que o amor é curto e deixa mossa,
mas quero voar, por favor!
No metro, enlatados, corpos apertados
suspiram ao ver-me entrar.
Sem pressas que há tempo,
dá gosto o momento,
e tudo mais pode esperar.
O puto do cão com seu acordeão,
põe toda a gente a dançar,
e baila o ladrão,
com o polícia p'la mão,
esvoaçam confetis no ar.
Sou a mariposa bela e airosa,
que pinta o mundo de cor de rosa,
eu sou um delírio do amor.
Sei que a chuva é grossa, que entope a fossa,
que o amor é curto e deixa mossa,
mas quero voar, por favor!
Há portas abertas e ruas cobertas
de enfeites de festas sem fim,
e por todo o lado, ouvido e dançado,
o fado é cantado a rir.

E aqueles que vejo, que abraço e que beijo,
falam já meio a sonhar,
se o mundo deu nisto e bastou um sorriso,
o que será se ele me falar.
Sou a mariposa bela e airosa,
que pinta o mundo de cor de rosa,
eu sou um delírio do amor.
Sei que a chuva é grossa, que entope a fossa,
que o amor é curto e deixa mossa,
mas quero voar, por favor!
Sou a mariposa bela e airosa,
que pinta o mundo de cor de rosa,
eu sou um delírio do amor.
Sei que a chuva é grossa, que entope a fossa,
que o amor é curto e deixa mossa,
mas quero voar, por favor!

sábado, 18 de maio de 2013

Festival da Canção

E neste momento a RTP1 transmite mais uma vez o Festival da Canção...
Confesso desde sempre ter sido telespectadora assídua de todos os Festivais, desde a apuração do nosso representante à final, das quais saímos sempre muito mal classificados. 
Este ano não levamos nenhum representante, e porquê? Fala-se de crise. E eu digo, não fomos sempre um país em crise? Onde está o país que descobriu meio mundo nas caravelas portuguesas? Que enfrentou mares e ventos? Onde está esse povo guerreiro? Vamos continuar a ser hipócritas e acabar com tudo? Principalmente com a cultura e aquilo que pode representar a nossa rica cultura e extraordinária história? E mostrar o quanto somos bons? 
Devíamos olhar para o passado e tentar ser de novo esse povo guerreiro agora, no presente. 

Porque é agora que vivemos, no presente. Somos um povo que ainda vive no passado e que ainda só sabe conjugar os verbos no pretérito imperfeito. Que saibamos conjugá-los mais vezes no presente do indicativo e que a juventude deste país não deixe este país à beira-mar plantado ser apenas isso, um país na cauda da Europa. 
Somos um povo bom, acolhedor, pessimista é certo, mas é a nossa herança, o nosso fado... não fujamos da nossa cultura, mas não a matemos!! Vamos cultivá-la e mostrar ao Mundo que também somos bons! 
Estou triste por não participarmos, porque vibrava como se fosse eu a estar em cima do palco... 
Para ser sincera as nossas últimas representações não me têm deixado completamente satisfeita, e já há dois que esperava ver o Rui Andrade a representar-nos na Eurovision..
E com isto deixo-vos com as músicas que para mim foram das melhores e que já nos representaram da melhor forma no Festival da Canção..

A começar pelas mais antigas...

Simone de Oliveira, Sol de Inverno, 1965 (das melhores de sempre!)
Madalena Iglesias, Ele e Ela, 1966
Eduardo Nascimento, O Vento mudou, 1967 (uma das minhas preferidas!)
Simone de Oliveira, Desfolhada, 1969 (gosto, gosto, gosto!)
Carlos Mendes, A Festa da Vida, 1972 
Fernando Tordo, Tourada, 1973
Paulo de Carvalho, E Depois do Adeus, 1974 (outras daquelas que todos os portugueses sabem, e que tem um enorme significado para o país!)
José Cid, Um Grande Amor, 1980
Carlos Paião, Playback, 1981 (o grande, que nos deixou cedo demais!)
Doce, Bem Bom, 1982 (um clássico!)
Armando Gama, Esta Balada que te dou, 1983
Maria Guinot, Silêncio e Tanta Gente, 1984 (que letra!)
Adelaide Ferreira, Penso em ti (eu sei), 1985
Dora, Não sejas mau para mim, 1986
Da Vinci, O Conquistador, 1989
Dulce Pontes, Lusitana Paixão, 1991
Dina, Amor de Água Fresca, 1992 (a canção do meu ano!)
Anabela, A cidade (até ser dia), 1993
Sara Tavares, Chamar a música, 1994 (basta dizer que é cantada pela Sara!)
Lúcia Moniz, O Meu Coração não tem cor, 1996 (a melhor classificação de sempre e merecida!)
Vânia Fernandes, Senhora do Mar, 2008 (um portento de voz e de canção!)
Flor-de-Lis, Todas as Ruas do Amor, 2009 (a minha preferida das mais recentes, sem dúvida!)
Filipa Azevedo, Há dias assim, 2010 (não gosto muito da rapariga mas a música era bonitinha!)


Para terminar, não nos esqueçamos que um povo culto é muito mais rico que um povo inculto que é extremamente pobre!




Bom fim-de-semana com boa música!*

Tenham um óptimo fim-de-semana, e apesar do tempo não estar o mais agradável possível... podemos sempre ir para a beira-mar acompanhados de boa música, mas bem agasalhados, ainda vamos ter que esperar para poder vestir o fato-de-banho!

Deixo-vos com boa música, e portuguesa... do grande Tiago Bettecourt que eu tanto gosto e admiro! 

"Se tens medo da dor 
Vem ver o que é o amor 
Se não sabes curar 
Vem ser o que é amar"


sexta-feira, 17 de maio de 2013

Deixa-me ir...

Deixa-me ir embora do teu centro
Onde eu souber existir

Deixa-me ir onde onde eu não sei andar a sós
Poder viver da minha voz

Se incendeia é bem melhor
Que ter ideia do que é amar relatado negro

No meu passeio eu vi gente a andar a pé
Os que vão primeiro ser o que ainda não é
Não sei pintar amor
Só sei de cor que és tu

Deixa-me ir embora do teu centro
Onde eu puder existir ser mais do que eu sinto

Deixa-me ir se eu não sei andar a sós
Vou querer dizer na minha voz

Se incendeia é bem melhor
Que ter ideia do que é amar relatado negro

No meu passeio eu vi gente a andar a pé
Porque vão primeiro ser no que ainda não é
Não sei pintar amor
Só sei de cor que és tu


... Esta letra e esta música dizem-me tanto. E depois da conversa de ontem ainda mais. Só sei de cor que és tu... TU. 

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Primeiro beijo.

Recebi o teu bilhete
para ir ter ao jardim
a tua caixa de segredos
queres abri-la para mim
e tu nao vais fraquejar
ninguém vai saber de nada
juro nao me vou gabar
a minha boca é sagrada


Estar mesmo atrás de ti
ver-te da minha carteira
sei de cor o teu cabelo
sei o shampoo a que cheira
já não como, já não durmo
e eu caia se te minto
havera gente informada
se é amor isto que sinto


Quero o meu primeiro beijo
não quero ficar impune
e dizer-te cara a cara
muito mais é o que nos une
que aquilo que nos separa


Promete lá outro encontro
foi tão fogaz que nem deu
para ver como era o fogo
que a tua boca prometeu
pensava que a tua língua
sabia a flôr do jasmim
sabe a chicla de mentol
e eu gosto dela assim


Quero o meu primeiro beijo
não quero ficar impune
e dizer-te cara a cara
muito mais é o que nos une
que aquilo que nos separa
x2

o meu primeiro beijo já aconteceu, mas não foi um dos verdadeiros. Tenho pena... quero outro primeiro beijo... e o vosso foi verdadeiro e apaixonado? :) 
sim, eu ando um bocado para o lamechas e começo a ficar preocupada porque não é normal em mim.


sábado, 27 de abril de 2013

Grande concerto, grande espírito humano!

Resumindo o Concerto de ontem numa única palavra: Maravilhoso.
Quatro horas de boa música, desde o Atelier Musical com miúdos do mais talentosos que há aos meus colegas do Atelier de Ópera, ou mesmo a orquestra de câmara da EMCN com os seus maravilhosos solistas. Ou ainda, um trio espectacular que tocou Stravinsky. E no fim, a talentosa Wanda Stuart.
Se quiserem ouvir uma das músicas que ela cantou... está aqui. É uma pena não estar online o Smile e o Imagine porque foi um final super emotivo, não esqueçamos que estávamos todos ali para ajudar o Rodrigo e o dinheiro angariado foi para além dos 2100€. Vamos ter esperança e pensar que isto será uma pequena ajuda de entre as muitas que serão feitas, e que na próxima o Rodrigo e outras crianças possam estar connosco!

A todos os que foram o nosso muito obrigada!

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Abraça-me bem.

Hoje acordei a precisar de um abraço.... Lembrei-me desta música. Mais uma vez a Mafalda Veiga a entrar na minha vida com uma das suas maravilhosas letras.


Levantas o teu corpo cansado do chão.
Afasta esse peso que te esmaga o coração.
Abres uma janela e pergunta-te quem és.
Respiras mais fundo e enfrentas o mundo de pé.
Eu venho de tão longe e procuro há mil anos por ti.
Estendo a minha mão até te sentir.
Não sabemos nada do que somos nós.
Mas sabemos tanto do que muda por não estarmos sós.
Abraça-me bem (4x).
Levantas os teus olhos para me olhar assim.
Procuras cá dentro onde me escondi.
E eu tenho medo, confesso, de dar.
O mundo onde guardo tudo o que mais quis salvar.
Tu dizes que não há outra forma de ficarmos perto.
Não há como saber se o caminho é o certo.
Só pode voar quem arriscar cair.
Só se pode dar quem arriscar sentir.
Abraça-me bem (8x).

Secalhar são as saudades de casa a falar mais alto, ou então um abraço que ficou por dar ontem...

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Porque esta letra diz tudo.

Geme o restolho, triste e solitário
a embalar a noite escura e fria
e a perder-se no olhar da ventania
que canta ao tom do velho campanário

Geme o restolho, preso de saudade
esquecido, enlouquecido, dominado
escondido entre as sombras do montado
sem forças e sem cor e sem vontade

Geme o restolho, a transpirar de chuva
nos campos que a ceifeira mutilou
dormindo em velhos sonhos que sonhou
na alma a mágoa enorme, intensa, aguda

Mas é preciso morrer e nascer de novo
semear no pó e voltar a colher
há que ser trigo, depois ser restolho
há que penar pra aprender a viver

e a vida não é existir sem mais nada
a vida não é dia sim, dia não
é feita em cada entrega alucinada
pra receber daquilo que aumenta o coração


...para ouvir aqui.

domingo, 31 de março de 2013

The Voice

Se existe algum programa de talento musical que eu goste e que ache minimamente justo é o "The voice". Não sei se viram a versão portuguesa que passou na RTP1 apresentado pela brilhante Catarina Furtado, eu gostei imenso e concordei com o vencedor, o Denis, apesar de não se ter falado muito dele agora julgo que o álbum deve estar quase quase a sair. E cheguei a ir a um concerto do Pedro Poseiro, porque ele é daqui da minha zona e conheço uma prima dele, e posso dizer que é igualmente fantástico, cada um com o seu estilo, e curiosamente eram os dois da equipa do Reininho. E muitos mais por lá haviam, como a Bianca ou a Carla. Mas infelizmente o nosso país é pequeno de mais para tanto talento, porque pessoas talentosas não nos faltam e não falo só da música.
E isto tudo para dizer que comecei a ver no YouTube o "The Voice" do Reino Unido e gostei muito. 
Gosto do formato do programa, primeiro porque as primeiras audições são cegas e por isso o factor beleza fica de fora e dá-se primazia à voz, ao timbre, e ao carácter mais sentimental que cada um transfere para a voz, e isso é positivo e depois porque não vive dos cromos que por lá também devem aparecer mas que nem sequer têm espaço no programa ao contrário do que acontece com formatos como o Ídolos. O factor idade também não impede ninguém de se inscrever, e isso é igualmente bom. 
Se ainda não conhecem o vencedor da versão portuguesa, aqui está ele na primeira actuação ao vivo que me conquistou logo, e eu não sou uma rock fan, e aqui a última que o sagrou vencedor.


Da boa música, dos bons compositores que temos.


Com a correria que são os meus dias, o tempo para ouvir música é cada vez menos e o que existe é para me dedicar a escutar as minhas peças em estudo, e com isto esqueço-me muitas vezes que há alguns aninhos atrás a minha mãe também me comprava discos de qualidade, entre eles, os da Mafalda Veiga e na altura os dos Toranja, antiga banda do Tiago Bettencourt. São dois excelentes músicos portugueses, óptimos compositores e letristas e os dois juntos é a cereja no topo do bolo. Esta música é só linda e com uma letra soberba! Se quiserem ouvir... está aqui.

Pedes-me um tempo,
para balanço de vida.
Mas eu sou de letras,
não me sei dividir.
Para mim um balanço
é mesmo balançar,
balançar até dar balanço
e sair..
Pedes-me um sonho,
para fazer de chão.
Mas eu desses não tenho,
só dos de voar.
Agarras a minha mão
com a tua mão
e prendes-me a dizer
que me estás a salvar.
De quê?
De viver o perigo.
De quê?
De rasgar o peito.
Com o quê?
De morrer,
mas de que paixão?
De quê?
Se o que mata mais é não ver
o que a noite esconde
e não ter
nem sentir
o vento ardente
a soprar o coração...
Pedes o mundo
dentro das mãos fechadas
e o que cabe é pouco
mas é tudo o que tens.
Esqueces que às vezes,
quando falha o chão,
o salto é sem rede
e tens de abrir as mãos.
Pedes-me um sonho
para juntar os pedaços
mas nem tudo o que parte
se volta a colar.
E agarras a minha mão
com a tua mão e prendes-me
e dizes-me para te salvar.
De quê?
De viver o perigo.
De quê?
De rasgar o peito.
Com o quê?
De morrer,
mas de que paixão?
De quê?
Se o que mata mais é não ver
o que a noite esconde
e não ter
nem sentir
o vento ardente
a soprar o coração.